Por: Luciana Escarmanhani Avelino
A proposta deste texto é refletir sobre a importância de identificar, reconhecer, valorizar e praticar os próprios valores e talentos pessoais adotando uma postura proativa e favorável ao autodesenvolvimento e crescimento pessoal.
Em alguns momentos, deixamos nossas fragilidades, fraquezas, incertezas, medos e inseguranças, criarem tal força, que não enxergamos nossas potencialidades e qualidades.
O autoconhecimento é o caminho para ampliar a visão de si. Quando olhamos para dentro, podemos identificar uma série de qualidades e pontos fortes que nos impulsionaram na vida, mas que nem sempre lembramos, reconhecemos e valorizamos. Claro que identificamos também pontos a serem melhorados, afinal de contas somos humanos e não estamos prontos, mas com certeza há muito mais aspectos positivos que não percebemos, é necessário mudar a lente…
Um exercício interessante é pegar uma folha em branco e listar todas as nossas qualidades e todos os pontos que precisamos melhorar. Se quiser enriquecer ainda mais a sua lista, peça para alguém próximo fazer a mesma lista em relação a você.
Outra dica é listar todas as conquistas e perceber os saltos que já deu na vida até o momento atual.
Adotar uma postura mais madura e responsável, colocando os valores em prática, significa rever seus pontos e usar o que tem de melhor a seu favor: “mãos e cérebro à obra!”.
Muitas vezes é preciso assumir que o que está acontecendo pode ser consequência de algumas de nossas escolhas, mesmo que não tenha feito nada, houve uma escolha em não fazer nada, correto? Temos que parar para pensar o quanto estamos envolvidos e comprometidos ou não, com o que está acontecendo, ou seja, qual a nossa responsabilidade. Mas o melhor é saber que podemos ajustar a rota ou mudar a maneira como olhamos os fatos…a vida não é estática…
Quando mudamos o modo de pensar, olhamos para o que temos de melhor, e começamos a colocar nossos valores e potencialidades em ação, mudamos de patamar e iniciamos outro processo mais compreensivo, claro, proativo, respeitoso, acolhedor, maduro e benéfico para nós e para as pessoas que estão a nossa volta, e a vida começa ter outro movimento.
Não dá para brigar e se autopunir pelo que não fez ou não conseguiu, mas sim, pensar, com clareza e calma, possíveis ações para minimizar o problema, pensar em novos caminhos e soluções. Toda crise e sofrimento pode ser uma oportunidade de mudança e, como diz Viktor Frankl “Devemos transformar os aspectos negativos da vida em algo construtivo”.
E aí? Está colocando seus valores em ação? O que tem feito com suas potencialidades? O que ainda pode vir a ser?
Escrito por: Luciana Escarmanhani, psicóloga clínica de adolescentes, adultos e Orientação Familiar em São Paulo e Vinhedo, e realiza Orientação Familiar em Colégio Particular em São Paulo.
Referência Bibliográfica:
BRANDEN, Nathaniel. Auto-estima e seus seis pilares. 4.ed. São Paulo- SP, ed. Saraiva, 1998.
BACH, Richard. Fernão Capelo Gaivota. 10. Ed. Rio de Janeiro-RJ, Ed. Record, 2004.
BALONA, Malu. Autocura através da Reconciliação. 2.ed. Rio de Janeiro, RJ –ed IIPC, 2004.


